domingo, 22 de maio de 2011

V Domingo da Páscoa – Ano A


 
At 6,1-7
Sl 32
1Pd 2,4-9
Jo 14,1-12
          Neste Domingo quinto do Tempo da Páscoa, elevemos o olhar ao Ressuscitado; deixemo-nos tomar por sua palavra: “Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também!” Estejamos atentos: estas não são palavras ditas ao vento, para ninguém! São palavras, é exortação a nós, cristãos de agora; palavras para cada um de nós e para nós todos, palavras verdadeiramente provocantes! No mundo complexo, numa realidade plena de desafios, na nossa vida pessoal tantas vezes sofrida, tantas vezes ferida, cheia de tantas contradições e desafios, o Senhor nos olha, estende-nos as mãos, abre-nos o coração e nos enche de serenidade e confiança: “Não se perturbe o vosso coração!”
          Pensemos nos desafios dos tempos atuais: o desafio de crer e testemunhar o Senhor em situações tão cheias de promessas, mas também tão confusas. Pois bem, o Senhor insiste: “Tendes fé em Deus, tende fé em mim também!” Ter fé em Cristo! Eis o desafio para nós! Ontem, como hoje, é necessário proclamar nossa fé nele, nossa entrega a ele, nossa certeza de que ele pode dar um sentido à nossa existência. E por quê? Não seria loucura, alienação, infantilidade, confiar assim, de modo tão absoluto, em um alguém? Por que apostar toda a vida em Jesus e somente em Jesus? Por que não um pouquinho de Buda, um pouquinho de Maomé, um pouquinho de Dalai Lama, um pouquinho de esoterismo, um pouquinho mais de consumismo e outro tantinho de rédea solta aos nossos instintos? Por que somente Cristo? Por que absolutizar Jesus? Eis a resposta, que ele mesmo nos dá; eis a resposta surpreendente! Escutemo-la: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim!” É precisamente neste mundo de tantos desafios e de tantos caminhos, que o Senhor Jesus nos diz: Eu sou o Caminho! Nestes tempos de tantas verdades, ele nos proclama: Eu sou a Verdade! Neste mundo que nos tenta, oferecendo vida onde não há vida verdadeira, Jesus anuncia: Eu sou a Vida! De fato, ele não é simplesmente um profeta, um sábio, não é alguém a quem podemos admirar e seguir ao lado de outros personagens igualmente ilustres! Jesus se nos apresenta como aquele que vem de Deus e é o único que nos pode revelar de modo pleno, de modo claro e conclusivo o caminho para Deus! Mais ainda: Aquele que é nosso Caminho é também nossa única Verdade e nossa única e verdadeira Vida!
          Caríssimos, é diante dele que temos sempre que nos decidir, que somos chamados a dar um rumo à nossa existência e à existência da sociedade, da família, das relações sociais, do mundo. O Santo Padre Bento XVI dizia, pouco antes de sua eleição, que o mundo tem tantas e tantas medidas para avaliar o bem e o mal, o certo e o errado... E ele advertia: nossa medida é Cristo! Eis! Ele é nossa medida porque é o único Caminho, a única Verdade, a única Vida! O que o Sucessor de Pedro quis dizer, o próprio Apóstolo Pedro nos afirma na segunda leitura da Missa de hoje: “Aproximai-vos do Senhor, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e honrosa aos olhos de Deus! Com efeito, nas Escrituras se lê: ‘Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida e magnífica; quem nela confiar, não será confundido!’ Mas, para os que não crêem, ‘a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular pedra de tropeço e rocha que faz cair’”. Não há como escapar: diante de Cristo, é necessária uma escolha, uma decisão! Aqui não se tem nada a ver com ser conservador ou progressista, otimista ou pessimista! Aqui tem-se a ver com a experiência tremenda de Deus que entregou seu Filho ao mundo para ser nossa Vida e Caminho e os homens a rejeitaram. Ora, é diante do Cristo, Caminho, Verdade e Vida que nossa existência será julgada, que o mundo será examinado! E, no entanto, ele será sempre sinal de contradição e pedra de tropeço... Vimos, agora mesmo, por ocasião da eleição do novo Papa, tantas idéias disparatadas – algumas, para nossa tristeza, apresentadas até mesmo por padres ou religiosos... Alguns se iludem, pensando numa Igreja que faça o jogo da moda, que diga amém a um modo de pensar, agir e viver estranho ao Evangelho! Que engano tão danado! A renovação da Igreja está em voltar sempre a Cristo e nele se reencontrar sempre, retomando o vigor, como de uma fonte puríssima! O verdadeiro serviço à humanidade e ao mundo é apresentar o Cristo e nele colocar toda a esperança!
          “Não se perturbe o vosso coração!” – Já nos inícios da Igreja havia tensões, desafios, dificuldades externas e internas. Pois bem, já ali o Senhor dizia aos cristãos: “Não se perturbe o vosso coração!” Já ali lhes garantia a grandeza do amor do Pai: “na casa do meu Pai há muitas moradas!” E já ali, entre as consolações de Deus e as provações da vida, “a Palavra do Senhor se espalhava”. Portanto, não temamos em colocar toda a nossa confiança no Senhor; não hesitemos em procurar de todo o coração seguir os passos do Senhor Jesus! A oração inicial da Missa de hoje exprimiu muito bem o que espera o cristão, ao colocar no Senhor a sua existência. Recordemo-la: "Ó Deus, Pai de bondade, concedei aos que crêem no Cristo a liberdade verdadeira e a herança eterna!” – Eis o que buscamos, o que esperamos, o que temos a certeza de alcançar: a liberdade verdadeira e a herança eterna! Amém.

sábado, 21 de maio de 2011

O fundamentalismo: a Bíblia como receita de bolo – II


No artigo passado escrevemos sobre a interpretação fundamentalista, isto é, literal da Escritura. Vimos então que interpretar a Palavra de Deus ao pé da letra é um erro, uma ilusão e uma traição ao que o Senhor nos quer revelar. Os motivos foram apresentados de modo bastante detalhado! No presente artigo gostaríamos de explicar como se deve proceder para uma leitura correta e frutuosa da Palavra santa de Deus, sem cair no erro grosseiro dos fundamentalistas. Para tanto é necessário levar em conta os seguintes pontos: 
 
1) O centro de toda a Escritura é Jesus Cristo; foi para ele que os livros santos foram escritos: tudo leva ao Cristo e somente nele encontra sentido! Este fato nos deve recordar duas coisas: (1) No Antigo Testamento é importante, é normativo (obrigatório) para nós cristãos somente aquilo que conduz a Cristo, aquilo que se relaciona diretamente com ele. Eis alguns exemplos: preceitos como não comer carne de porco, guardar o sábado, não usar imagens, a circuncisão... nada disso tem mais importância alguma para nós! E por quê? Porque Cristo cumpriu a lei, quer dizer, realizou tudo isso que era apenas figura do que deveria vir! Já São Paulo alertava os cristãos para isso: “Ninguém vos julgue por questões de comida e de bebida, ou a respeito de festas anuais ou de lua nova ou de sábados, que são apenas sombra de coisas que haviam de vir, mas a realidade é o corpo de Cristo” (Cl 2,16s); (2) O Antigo Testamento é preparação para o Novo, de modo que é um grave erro interpretá-lo em si mesmo, sem observar como os primeiros cristãos reinterpretaram as Escrituras de Israel à luz de Cristo. Por exemplo: é desconhecer a ressurreição de Cristo afirmar que os mortos ficam dormindo: se o Antigo Testamento afirma isto é porque os judeus esperavam o Messias; ora, nós cristãos sabemos que o Messias já veio! É também uma leitura errada um cristão falar em “batismo nas águas”. Este era o batismo de João Batista; com a ressurreição do Senhor, o batismo com água é batismo no Espírito do Ressuscitado: no Novo Testamento, a água é símbolo do Espírito (cf. Jo 7,37-39; 4,13-14; 19,34) 
 
2) Nas Escrituras Sagradas existe uma coisa chamada “analogia da fé”, quer dizer um fio condutor, uma idéia de fundo que atravessa todos os livros. Que idéia é essa? É que Deus deseja salvar toda a humanidade através do seu Filho Jesus, fazendo-lhe o dom do Espírito. Ora, não se pode, então, ler corretamente algum texto da Bíblia esquecendo isso! Por exemplo: os textos nos quais se fala da salvação são mais importantes que aqueles que falam em condenação. A Bíblia fala na possibilidade de condenação por um motivo só: para nos recordar que nós podemos, com nossa liberdade, dizer “não” a Deus, fechando-nos para ele, que é a Vida! Então, colocar todos os textos num mesmo pé de igualdade e fazer da Escritura um livro carrancudo que se compraz em ameaçar com o inferno seria uma gravíssima traição a Deus e ao Evangelho (= feliz notícia!) de Cristo! Pense-se naqueles pregadores que só falam em ira, condenação, inferno... que “Boa notícia”, que Evangelho é esse? Mais uma coisa: ter consciência da “analogia de fé” evita dar importância ao que é secundário na Palavra de Deus, caindo em erros graves. Por exemplo: lembro-me de dois mórmons que, certa vez, em minha casa, vieram com um texto de Amós 3,7: “Pois o Senhor Deus não faz coisa alguma sem revelar o seu segredo a seus servos, os profetas”. Partindo deste texto eles queriam afirmar que o fundador de sua religião, Joseph Smith, era um verdadeiro profeta de Deus e fundara uma religião verdadeira por ordem de Deus! Ora, tal texto de Amós está muito, mas muito longe de ser um texto central ou importante para a mensagem da Escritura! Em outras palavras: coam o mosquito e deixam passar o camelo: apegam-se a um texto sem importância e esquecem textos centrais como a fé na Igreja que Cristo confiou a Pedro e seus sucessores, o fato de Jesus ser o centro da revelação e não mais se poder inventar outras revelações (como o Livro de Mórmon, que Joseph Smith inventou...). Um outro exemplo interessante são as Testemunhas de Jeová: apegam-se a duas ou três frases soltas de Isaías: “As minhas testemunhas sois vós!”(43,10) e “Vós sois as minhas testemunhas” (43,12) e, partindo daí, consideram-se as testemunhas de Jeová (o nome correto é Javé!). Ora, a Testemunha Fiel e verdadeira é uma só: Cristo Jesus, o Filho eterno do Pai: quem não aceita Jesus como Senhor e Deus, não aceita o testemunho de Deus (cf. 1Jo 4,3; 1Cor 12,3; Rm 9,5). Assim, as Testemunhas de Jeová, apegando-se a uma frase solta e sem grande importância do Antigo Testamento, traíram a mensagem central do Novo Testamento! Apegando-se à letra mal lida, sufocaram o Espírito de Deus no qual confessamos que Jesus é Senhor e Deus! Ainda mais dois exemplos simples de interpretação fundamentalista por não se ter em mente a “analogia da fé”: os líderes da Igreja Universal levarem orações dos fiéis para colocar no Muro das Lamentações em Jerusalém... Nem se recordam que o Templo não tem mais valor algum e que o verdadeiro templo é o Cristo ressuscitado (cf. Jo 2,19-21; 4,21)! Assim, enfatizam o Antigo, obscurecendo o Novo Testamento; trocam o vinho novo pela água da purificação dos judeus! O último exemplo a ser dado é de um grupo de católicos que, em suas reuniões, estava ungindo com o “óleo da alegria”, baseando-se em uma frase solta de Isaías (cf. Is 61,3). Ora, primeiramente o profeta está usando uma imagem e, depois, o único óleo da alegria que o cristão conhece é o Espírito Santo, com o qual fomos ungindos no Batismo e na Crisma! O fundamentalismo é venenoso sempre, leva sempre ao erro e a deturpar a Palavra de Deus, mutilando-a! É necessário, então, não tomar tudo na Bíblia como se se tratasse de afirmações absolutas e desligadas umas das outras! Toda frase, todo texto, deve ser interpretado no seu contexto... e o contexto da Escritura é a salvação que o Pai nos dá em Cristo! 
 
3) A Escritura não pode ser interpretada de modo privado (cf. 2Pd 1,20-21)! O Antigo Testamento nasceu no seio do Povo de Israel e era interpretado no seio da Comunidade. Do mesmo modo o Novo Testamento nasceu no seio da Igreja católica: foi escrito por católicos e para a Comunidade cristã, que era toda católica. O Novo Testamento nada mais é que o essencial da Tradição oral da Igreja (quer dizer, da pregação apostólica e da vida dos primeiros cristãos) colocada por escrito. O próprio Jesus não mandou escrever nada, mas sim pregar (oralmente e pela vida) o Evangelho. Basta pensar nisto: Cristo morreu e ressuscitou no ano 30 da nossa era; o livro mais antigo do Novo Testamento, o primeiro a ser escrito, foi a Primeira Carta aos Tessalonicenses, no ano 51; o primeiro evangelho a ser escrito foi o de Marcos, lá pelo ano 64. O cânon definitivo do Novo Testamento somente foi definido pela Igreja lá pelo século II-III. Tudo isto significa que a Igreja existe antes do Novo Testamento e o Novo Testamento nasceu na Igreja, quer dizer, na Comunidade sob a liderança de seus pastores legítimos, de modo que os escritos neotestamentários nada mais são que expressão da fé da Comunidade. Assim sendo, somente em comunhão com a Comunidade, que é a Igreja, pode-se interpretar corretamente a Escritura. Interpretada de modo individual e individualista, a Palavra vira confusão. Basta ver a multidão de seitas em que se esfacelou e continua esfacelando-se o cristianismo. Estamos como no tempo dos juízes de Israel, quando cada um fazia como queria (cf. Jz 17,6; 21,25); hoje cada um pensa que pode interpretar a Bíblia como quer... e fundar sua igrejinha, baseando-se na sua “sábia” interpretação. Ao invés, se olharmos bem o Novo Testamento, veremos que Cristo e os Apóstolos recomendam que a Igreja viva da Tradição recebida oralmente (quer dizer naquelas coisas que vêm dos Apóstolos) ou por escrito (ou seja, a Tradição atestada nos livros do Novo Testamento) – cf. At 2,42; 1Tm 6,20; 2Tm 1,12-14; 1Cor 11,23s). O Catecismo da Igreja Católica exprime isso de modo muito preciso: “Para que o Evangelho sempre se conservasse inalterado e vivo na Igreja, os Apóstolos deixaram como sucessores os bispos, a eles transmitindo seu próprio encargo de Magistério. Com efeito, a pregação apostólica, que é expressa de modo especial nos livros inspirados, devia conservar-se por uma sucessão contínua até a consumação dos tempos” (n.77). Ler a Escritura fora ou contra a Comunidade eclesial na qual ela nasceu é como querer compreender e saborear as emoções de um álbum de família sem pertencer àquela família e sem ter participado de sua história... Esse ficará sempre por fora! Infelizmente é isso que vemos hoje: tantos e tanto, coitados, lendo a Bíblia como se fosse uma receita de bolo: uma pitadinha de oração; um bocadinho de culto de louvor, alguns exorcismos, meia dúzia de aleluias, tantos gramas de orações pela paz de Jerusalém, meio quilo de observâncias arcaicas do Antigo Testamento... e pensa-se que se está cumprindo as Escrituras! Ledo engano! Não podemos interpretar corretamente a Bíblia a não ser que a interpretemos com a Igreja. Portanto, é necessário perguntar: como as primeiras gerações, inspiradas pelo Espírito, interpretaram e viveram as Santas Escrituras? O que ensinaram os Santos Doutores da Igreja antiga sobre elas? Como os cristãos, guiados pelo Espírito foram interpretando estes livros santos, vivendo e morrendo por eles? Como os legítimos pastores da Igreja os ensinaram? Aí sim, teremos a estupenda alegria de ver o Espírito do Senhor, sempre presente na Igreja, conduzindo o rebanho de Cristo à verdade plena (cf. Jo 14, 16-17; 16,13-14; Mt 28,20; 16,16-18).
            
 Teremos ainda um terceiro artigo sobre este tema. Aí vamos continuar a apresentar os critérios para uma interpretação correta da Escritura Sagrada. Até lá!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Homossexual tem salvação?

Eis o que a Igreja de Cristo ensina, com a autoridade que recebeu do Senhor, sobre a homossexualidade. 
 
1. A Escritura nos ensina que Deus criou o homem como varão e varoa, um para o outro. Sendo assim, a homossexualidade não faz parte do plano de Deus para a humanidade. Deste modo, jamais um cristão poderá dizer que tanto faz como tanto fez ser hétero ou homossexual. Jamais nós aceitaremos essa conversa de politicamente correto, que deseja que sejamos indiferentes quanto à avaliação moral da homossexualidade! O único caminho, segundo o projeto de Deus, para a sexualidade é a relação homem-mulher vivida num contexto de amor, fidelidade e indissolubilidade, aberto à procriação e educação dos filhos. 
 
2. Mas, a Palavra de Deus ensina também que a humanidade toda se encontra ferida desde o pecado original: nenhum de nós é mais o ser humano que Deus tinha sonhado... Cada um com suas feridas, suas contradições, suas marcas... Uns são irascíveis, outros são vaidosos, outros são depressivos, outros são inseguros... Somos assim... A homossexualidade se inscreve nessa situação de ferida em que se encontra a humanidade toda. Neste sentido, toda a raça humana é doente, ferida, necessitada de um Salvador, que é o nosso Jesus. 
 
3. Do ponto de vista da ciência, ninguém sabe ao certo a origem da homossexualidade. Uns pensam que seja mais físico-genética, outros mais de origem psicológica... Não se sabe ao certo... A Igreja não entra nesta questão. Somente deixa claro que ninguém é culpado por ser homossexual. Sê-lo não é um pecado, pois não depende da vontade da pessoa. É bobagem falar em “opção sexual”. Ninguém é hétero ou homossexual porque quer! Só há pecado ou virtude onde há escolha, liberdade... Assim, um homossexual pode ser um ótimo cristão e até mesmo ser santo, desde que viva sua condição homossexual cristãmente! 
 
4. O que Deus espera de um cristão homossexual é que ele viva suas contradições e conflitos unindo-se amorosamente a Cristo, procurando ser casto, evitando ter relações homossexuais (essas, sim, seriam um pecado), completando na sua carne o que faltou da paixão do Senhor. Em outras palavras: o homossexual é chamado a viver na castidade, fazendo de sua vida uma doação de amor por amor de Cristo. E, se acontecer de cair, deve se confessar e tocar a vida pra frente, sempre tendo como ideal a castidade... 
 
5. Um homossexual não deve ter vergonha ou nojo de sua condição. Somente não deve entrar nessa da cultura gay ou andar procurando relações... Pode, isto sim, ter amizades, mas procurando evitar toda relação do ponto de vista propriamente erótico. O grande problema hoje é um verdadeiro lobby gay, que deseja impor a homossexualidade como se fosse normal e correta. Querem comparar a crítica à homossexualidade ao preconceito racial. Isto é loucura. Ninguém escolhe ser negro, branco ou mestiço... Mas, se escolhe viver uma vida decente ou depravada, casta ou fornicaria! 
 
6. E se um homossexual não se segurar na sua castidade e resolver viver com alguém, mantendo relações sexuais? Ao menos, procure um parceiro decente e procure manter uma relação digna  fiel. Mas, que fique bem claro: a Igreja não aconselha essa solução! Respeita, acolhe, não rejeita jamais essa pessoa. Mas, nesse caso, ela não poderia comungar - como os casais que não são casados ou como os heterossexuais que vivem uma relação sem serem casados... Aqui haveria dois problemas morais: (1) a relação sexual fora do casamento e, além do mais (2) entre pessoas do mesmo sexo, o que é contra o plano de Deus! 
 
7. Por último, uma observação. Os homossexuais cristãos tendem a ver tudo e toda a vida a partir da sua homossexualidade. É uma armadilha! A vida é muito mais que sexo e é composta de tantos outros aspectos. Ninguém se realiza em todos os âmbitos da existência. No entanto, a gente é feliz quando encontra um sentido maior pelo qual viver e no qual apostar nossa existência. Quando fazemos assim, mesmo as feridas e frustrações não conseguem arrancar a beleza da vida e o brilho da nossa felicidade. Um homossexual cristão tem sempre a enorme possibilidade de fazer do Senhor Jesus Cristo a luz do seu caminho e o brilho de sua vida!

Rock católico, cristoteca e outras vãs tentativas de evangelização.

Começo este artigo com uma história interessante que li no livro “Introdução ao Cristianismo” de Bento XVI, na verdade a história não é dele, o autor é o filósofo dinamarquês Kierkegaard.
A história narra um incêndio que houve em um circo ambulante, logo que começou a pegar fogo o diretor chamou o palhaço que estava pronto para o próximo espetáculo e pediu ao mesmo que fosse correndo ao povoado buscar ajuda, advertindo os moradores do povoado da possibilidade do fogo se espalhar pelos campos ressequidos, com risco iminente das próprias casas serem destruídas.
O palhaço foi às pressas e abordou de imediato os primeiros que viu a sua frente, explicou a situação para os moradores e aconteceu o que ele não imaginava, as pessoas que ele abordou soltaram fortes gargalhadas pensando que o que ele estava falando era mais uma de suas artimanhas de palhaço para conquistas freguesia para o espetáculo que estava para começar. O palhaço enlouquecido com aquela situação desesperadamente abordou outros moradores, e as reações foram sempre à mesma, o palhaço chorou pela sua missão não concretizada e o pior aconteceu na história.
O Papa no seu livro faz um paralelo da historia do palhaço com a realidade dos cristãos dos tempos modernos, somos como este palhaço que vestidos com os trajes de idade média, muitas das vezes não conseguimos atingir os nossos propósitos missionários. No decorrer de todo o capítulo o papa defende a idéia de que a solução para a problemática não é tirar os trajes da idade média ( que seria os princípios da tradição católica) para convencer o povo de nossas verdades, o que daria certo na historia do palhaço. Bento XVI mostra no seu belo livro que os problemas não são de aggiornamentos, as problemáticas vão muito mais além. Não irei aprofundar mais nos pensamentos do papa, por que o objetivo do artigo não é resumir o livro, mas sim usar desta abordagem para fazer comentários que acho necessários para o momento.
Na Igreja têm surgido incontáveis movimentos que tem como principio evangelizar o mundo moderno, acho muito pertinente esta iniciativa, foi exatamente isto que a Igreja desejou e deseja através do Concílio Vaticano II, só que algo é preocupante em grande parte destes movimentos, os idealizadores estão fazendo o que o papa Ratzinguer acha um perigo, estão tirando os “trajes da tradição da Igreja” de si e se vestindo com os “trajes da modernidade”com o intuito de trazer os escravos da modernidade para a Igreja. Querem converter os mundanos usando os artifícios do mundo, estão apresentando um cristianismo maquiado de liberalidade e secularismo. Isto é inadmissível, não é uma estratégia inspirada pelo Espírito Santo, todo mundo sabe que cristianismo é uma morte para os princípios do mundo moderno, é ilógico usar de modernidade para levar as pessoas a rejeitá-la.
Um exemplo de total desrespeito para com o que de mais temos de sagrado que é a Santa Missa.

Vamos falar de exemplos claros do que estou falando, um exemplo é o chamado Rock Católico, outro exemplo são as Cristotecas, não podemos deixar de falar da Missa-Jovem e para não gastar inúmeras folhas de exemplos, paro citando outro fenômeno que nomeio como destruição da simbologia sacra.
Falemos do rock católico, alguns católicos estão erroneamente fazendo música com este desgraçado estilo musical com a finalidade de converter aqueles que estão neste meio. Estes católicos literalmente rasgam as “vestes da tradição da Igreja” com o intuito de evangelizar. Alguns deles alegam que a Igreja não é contra o Rock por que nunca se pronunciou em documentos, este argumento é ridículo, para estes desinformados, é bom saber que os principais exorcistas do mundo pregam que este estilo musical é veículo de ações satânicas nas almas dos que escutam. Depois o atual papa, quando ainda era cardeal, já se expressou explicitamente contra o rock alegando que este pode se tornar em grandes públicos um autentico culto pagão, e por fim, saibam que a igreja combate as revoluções modernas, logo ela vê o rock que foi a principal arma revolucionária dos últimos tempos como uma praga para os nossos dias.
É ignorância por de mais desejar trazer pessoas para o catolicismo - que é uma religiosidade conservadora – usando de metodologias revolucionarias, minhas desculpas aos católicos que se dizem evangelizar desta forma, mas preciso dizer: Vocês precisam rever o que realmente é o catolicismo.
A mesma coisa se dá com a cristoteca, só muda o estilo musical. É absurda esta tentativa de pescar homens para a Igreja com os batidões enlouquecedores. É a mais pura verdade que as cristotecas ficam cheias, agora não tenha a coragem de me dizer que ela é um ambiente católico, não me diga que destes ambientes saíram jovens comprometido com a cruz de Cristo e com o ardente desejo de pureza, se você vier me dizer isto, sou eu que vou rasgar as minhas vestes.
Imagine Cristo montando uma discoteca para converter os participantes, São Paulo com brinquinho, piercing e inúmeras correntes no braço falando que morreria pelo evangelho do Senhor, por fim, para não falar só de homens antigos, pense em São Padre Pio, Madre Tereza de Calcutá , João Paulo II e o papa Bento promovendo estes eventos ridículos. Eai? Conseguiu pensar? Difícil imaginar, “né”! Por que é tão fácil para alguns católicos promoverem isto, sendo que todos são chamados a santidade e obediência a Cristo e a Igreja? Decidiram tirar “as vestes da tradição da Igreja” em nome de um evangelismo infrutífero.
É moda atualmente nas diocese a chamada Missa jovem, neste evento se vê claramente a absurda ausência de catolicidade para trazer jovens para o catolicismo, a juventude tranca o missal dentro do armário da sacristia e criam a liturgia do interesse deles. A missa deixa de ser o calvário, deixa de ser a manifestação da paixão de Cristo, deixa de ser a bela repetição do rito litúrgico para ser tornar show de rock, palco de teatro e por que não dizer, lugar de paqueras. Catolicismo?Só no nome.
Por fim quero rapidamente comentar sobre o que chamei de destruição da simbologia sacra, falo das Igrejas que já não tem as bela imagens e artes sacras, estou falando dos sacerdotes que largaram as batinas e até mesmo as camisas de clégima, triste realidade, os próprios católicos estão deixando para trás a poderosa simbologia Cristã. Estamos justamente reclamando dos projetos de leis que querem tirar os símbolos católicos dos repartimentos públicos, neste artigo denuncio os católicos que estão tirando a simbologia católica da própria Igreja. Eles se justificam alegando que querem uma igreja para os pobres, os sacerdotes querem se vestir como os leigos para não serem do grupo dos “opressores” e no fim das contas em nome da mentira estão novamente tirando “as vestes da tradição da Igreja” pensando que estão vivendo o cristianismo.
O palhaço sofreu as dores da solidão, é exatamente isto que Cristo sofreu na cruz ao dizer: Pai, por que me abandonastes? Não queiramos destruir a tradição para agradar gregos e troianos, ou roqueiros e baladeiros. Permaneçamos firmes na verdade que às vezes dói, mas liberta, mesmo que esta firmeza gere o flagelo da solidão frente a esta modernidade tão perversa.
Olhe o que o Santo Padre disse em sua ultima visita a Fátima: "Diria que uma Igreja que procura ser acima de tudo atrativa já está no caminho errado. Pois a Igreja não trabalha por si, não trabalha para aumentar seus próprios números, e assim o seu poder. A Igreja está a serviço de um Outro"
Observe também a exortação de São Paulo: Prega a palavra, insiste, quer agrade quer desagrade."(2 Tim 4, 2-4)
E por fim deixo as duras palavras de Santo Irineu de Lyon: "Por astuta aparência de verdade, os hereges seduzem a mente dos inexpertos e escravizam-nos, falsificando as palavras do Senhor" (Ad Haer, Pr. 1)
Quero deixar claro que não sou destes tradicionalistas que congelaram a Igreja belo concilio de trento, acredito que a Igreja é um organismo vivo que se desenvolve também no decorrer da História, mas este desenvolvimento jamais pode ser uma negação de si mesmo.
Por favor, evangelizadores dos tempos modernos, não tirem as vestes católicas, não coloquem mascaras de revolucionários liberais, isto nada tem de Evangelho, ou seja, nada tem de catolicismo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sacerdote do Altíssimo

Pessoal vocês que estão visitando este Blog não deixem de assistir este vídeo, são 6 minutos e 24 segundos de ouro, palavras que nenhum Cristão pode perder. Está no Blog do Padre Paulo, é um trecho de uma pregação que ele fez em um renassem. Ele se dirige a Padres e seminaristas, mas também cabe a qualquer Cristão assistir. NÃO PERCA VOCÊ VAI SE SURPREENDER!



terça-feira, 17 de maio de 2011

Missa em honra do Beato João Paulo II 02/05/2011

Esta Celebração foi Presidida por Dom Fernado Guimarães na Catedral de Garanhuns, onde estava presente todo os Sacerdotes, Diaconos, Religiosos e Leigos da Diocese de Garanhuns PE.
Como foi dito no post anterior foi entregue a Relíquia (pedaço da batina) de João Paulo II a todas as paróquias, representadas por seus Párocos.
A Relíquia estava junto de um quadro com uma fotografia de João Paulo II:
A Relíquia (pedaço da batina) lado direito do quadro


    Então coloco aqui pra todos vocês todas as fotos da Celebração:



D. Fernando e seu Cerimoniário Pe Marcelo Protazio

D. Fernando entregando Relíquia ao Monsenhor Pároco da Catedral

Monsenhor José Augusto Pároco da Catedral incensando a Relíquia


D. Fernando em sua Homilia





















Santa Missa de Memória e disposição da Reliquía do Beato João Paulo II para veneração do fieis


Às 19h30min na Paróquia São Vicente de Paulo em Saloá PE, será realizada uma Missa em honra a novo Beato, e nesta mesma Celebração será disposta uma Relíquia do própio Beato (essa Relíquia se não me engane é a segunda a chegar ao Brasil, ou também pode ter sido a primeira). É um pedaço da batina branca do Beato, isso porque o nosso Bispo Diocesano Dom Fernando Guimarães:
foi muito intimo do Beato, desde o inicio do seu pontificado ao final. Um fato curioso é que na primeira viagem do Papa João Paulo II ao Brasil Dom Fernando foi que ensinou João Paulo II a falar português, aqui esta um foto quando D. Fernando era Padre jovem junto ao Santo Beato:

A Relíquia foi entregue a todas as paróquias da Diocese, e nessa ocasião todas elas irão Celebrar amanhã dia 18/05 dia do aniversário natalício do João de Deus a Missa em sua Memória.

Aqui está o momento em que o Bispo entregou a Relíquia ao nosso pároco Pe Rivaldo: