sábado, 17 de dezembro de 2011

Nós vimos a Luz

 
No 24 de dezembro, pelo entardecer, a Igreja começa a celebrar solenemente o Santo Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Pela tarde Natalina, a Esposa de Cristo, toda contente, cantará assim: “Hoje sabereis que o Senhor vem e nos salva; amanhã vereis a sua glória”. E insistirá: “Amanhã será varrida da terra a iniqüidade e sobre nós há de reinar o Salvador do mundo!”
 
Caro Internauta, nós os cristãos, vimos a Luz! Sabemos que a Luz brilhou nas trevas humanas. Somente nós; mais ninguém! Desculpem-nos se parecemos pretensiosos. Não é pretensão; é graça, pura graça!
 
As cidades da Europa, das Américas e até dos países não cristãos se iluminam para as “festas de fim de ano”. Mas, este mundo pagão e neo-pagão, mesmo acendendo milhões de lâmpadas reluzentes, não verá a Luz. Não! Acenderá lâmpadas, fará cintilar luzes, mas não verá a Luz! Porque a Luz é Cristo, o Filho enviado pelo Pai na nossa natureza humana. Nós, cristãos, sem merecimento nenhum nosso, vimos a Luz! Nós cremos, sabemos e experimentamos com toda intensidade que Jesus, nascido no Santo Natal, é o Filho Eterno, Deus com o Pai e igual ao Pai, que se fez um de nós, assumiu corpo e alma humana, entrando na nossa vida, na nossa história, enchendo tudo com a sua plenitude: “De sua plenitude recebemos graça sobre graça” (Jo 1,16).
 
Somente quem crê, que dobra o joelhos, quem celebra os santos mistérios da liturgia da Igreja de Cristo, pode tocar, saborear e compreender com o coração este Mistério tão grande, esta novidade tão nova, esta realidade que redime o mundo e dá novo sentido à história humana.
 
Não adianta, caro Internauta! Sem um espírito de “fineza espiritual”, sem o gosto das coisas do Altíssimo, não se pode contemplar os mistérios de Deus! “O homem psíquico não aceita o que vem do Espírito de Deus. É loucura para ele; não pode compreender” (1Cor 2,15). Este mundo embrutecido pelo materialismo, pelo excesso de dispersões e diversões, pelo luxo e o gosto pelo supérfluo, este mundo entorpecido pela imoralidade e a depravação, pela prepotência de construir a vida sem Deus e contra Deus, não experimentará a graça do Natal. Para ele, esta Festa cristã, será somente um evento social, vazio, superficial, sem graça nenhuma. Os pagãos desejaram “feliz Natal” sem nem saber o que estão dizendo...
 
Quanto aos cristãos, no recolhimento da oração, na Noite Santa, verão a luz, terão o coração inundado de júbilo e de santa doçura e saberão que o mundo é amado por Deus, que a vida tem sentido, porque Deus nos visitou, Deus fez-se um de nós! Em Belém, Deus foi visto envolto em paninhos pobres, chorando numa manjedoura, pedindo o leite de uma Virgem Mãe. Quanta doçura, quanta ternura, quanta bondade de Deus! Os cristãos, na Noite Santa, comungarão o Corpo e o Sangue daquele que, vindo do seio do Pai eterno, nasceu de Maria, a Virgem! Quanto mistério, quanta graça!
 
Para todo cristão, um santo e bendito Natal! Que a santa luz do Verbo Encarnado invada o nosso coração e a nossa vida. Amém.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O teu trono será firme para sempre

 
O rei David, depois de conquistar Jerusalém e fazer dela a capital do seu reino, quis construir para Deus um templo que fosse digno do Senhor. Até então o templo era uma tenda de peles, como Deus tinha indicado a Moisés no deserto do Sinai, de modo a ser transportada de um lado para o outro.
 
Deus mandou dizer pelo profeta Nathan que essa tarefa seria para o filho que lhe sucedesse. Mas o Senhor recompensou a sua generosidade fazendo-lhe a promessa maravilhosa que ouvíamos na primeira leitura: da sua descendência havia de nascer o Messias prometido a Abraão.
 
É uma lição muito importante para nós. Deus nunca fica devedor de ninguém. É mais generoso do que nós. Vale a pena que sejamos cuidadosos com as coisas de Deus. É um sinal da nossa fé e do nosso amor cuidar das nossas igrejas e dos objetos do culto. Que não sejam como o curral onde nasceu há dois mil anos porque não quiseram recebe -lo em suas casas.
 
Jesus continua a ser Deus conosco, também presente em nossas igrejas. Além do cuidado com as coisas litúrgicas, respeitemos o ambiente sagrado dos nossos templos, hoje que tantos cristãos não o sabem fazer. A Igreja é casa de oração, é lugar para falar com o Senhor e não lugar para conversar com os outros. Se alguma coisa é preciso dizer temos de falar baixo e só o estritamente necessário, com a consciência de que está ali Jesus.
 
Aprendamos com Nossa Senhora a tratar bem Aquele que é verdadeiro Deus e verdadeiro homem e que veio habitar entre nós e que Se encontra em nossos sacrários.
Nossa Senhora é para nós o modelo sempre atual para acolher a Jesus. A Igreja apresenta-nos neste último domingo do Advento a figura de Maria, a sugerir-nos que façamos como Ela para viver bem o Natal de Jesus.
 
O Arcanjo S. Gabriel saúda-a em nome de Deus e diz-lhe que Ele a escolheu para mãe do Salvador prometido aos seus antepassados. A Virgem escuta com atenção e acredita sem duvidar naquilo que o mensageiro de Deus lhe diz. Não pede nenhum sinal como Zacarias.
E responde: – «Eis a escrava do Senhor. Faça-se em Mim segundo a tua palavra». Naquele momento o Verbo de Deus, eterno com o Pai, toma a nossa natureza humana fazendo-se um de nós no seio puríssimo de Maria. Podemos admirar a fé, a humildade e a obediência pronta e decidida da Virgem. É uma lição viva para todos nós. A fé e o amor de Deus manifestam-se na obediência fiel à vontade de Deus. Cumprindo os Seus mandamentos.

A Epístola aos Hebreus diz-nos que as primeiras palavras de Jesus para o Pai ao encarnar-se no seio de Maria, foram: «eis que venho, ó Deus, para fazer a Tua vontade» (Hebreus 10, 7). Vemos aqui a sintonia perfeita entre a Mãe e o Filho.
Jesus fez-se homem e veio ensinar-nos a cumprir fielmente a vontade de Deus. Daí depende a nossa felicidade neste mundo e no outro. «O meu alimento – dirá Ele mais tarde – é fazer a vontade daquele que Me enviou» (João 4, 34).
Aprendamos com a Virgem a identificar-nos com Jesus, sempre prontos a fazer a vontade de Deus. Jesus continua a guiar-nos através da Sua Igreja: através do Santo Padre, sucessor de Pedro e pastor de todo o Seu rebanho e também dos bispos unidos a ele. 

sábado, 10 de dezembro de 2011

III Domingo do Advento – Ano B


Is 61,1-2a.10-11
Salmo: Lc 1,46-54
1Ts 5,16-24
Jo 1,6-8.19-28

A tradição litúrgica da Igreja chama este Terceiro Domingo do Advento de Gaudete, isto é “Alegrai-vos!” No Missal Romano, a antífona de entrada exclama: “Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: alegrai-vos! O Senhor está perto!” (Fl 4,4.5). Como expressão dessa alegria, pode-se usar no lugar do roxo, o cor-de-rosa, no tom conhecido como “rosa antigo”. É um roxo suavizado, que exprime a exultação pela aproximação do Santo Natal. Alegrai-vos! Alegremo-nos! O Senhor está perto! Está próximo o Natal; está próxima a Vinda do Senhor; está próximo de nós o Salvador nosso nos diversos momentos de nossa existência! Ele não é Deus de longe; é Deusde perto: seu nome será para sempre Emanuel, Deus-conosco!

Alegrai-vos! Há quem se alegre no pecado, há quem se alegre em futilidades, há quem, mesmo alegrando-se com coisas que valem a pena, esquece que toda alegria é passageira. Quanto a vós, caríssimos, alegrai-vos com tudo quanto é bom e louvável, mas colocai vossa maior e definitiva alegria no Senhor! Somente nele o coração repousa plenamente, somente nele encontra-se a paz que dura mesmo em meio à tribulação mais dura, somente nele o anseio mais profundo de nossa alma. Alegrai-vos! Mas seja o Senhor o fundamento da vossa alegria, a causa última da vossa exultação!

Mas, quem é esse Senhor em quem nos mandam que nos alegremos? O Batista, neste hoje, nos adverte: “No meio de vós está Aquele que vós não conheceis!” Quem é ele? Quem é este “Aquele”? João Batista, como bom mensageiro faz questão de desaparecer: “Não sou o Messias, não sou Elias (coitados dos espíritas!), não sou o Profeta anunciado por Moisés! Sou apenas a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor!’” Insistimos: quem é esse que está no nosso meio e que é preciso conhecer e reconhecer sempre de novo para ter a alegria verdadeira? Ele é o Messias, Jesus de Nazaré, o Ungido de Deus, o Enviado para trazer a salvação, a alegria e a paz para todos os pobres de todas as pobrezas do mundo. Ouçamo-lo, deixemos que ele se nos apresente: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu; enviou-me para dar a Boa-nova aos humildes, curar as feridas da alma, pregar a redenção aos cativos e a liberdade para os que estão presos; para proclamar o tempo da graça do Senhor!” Eis, caríssimos, o Messias que esperamos, o Salvador que Deus nos concedeu. Ele, que veio em Belém, que virá no final dos tempos, ele mesmo vem a cada dia de nossa atribulada existência! – Vem, Senhor Jesus! Vem, santo Messias! Teu povo suspira por ti, tua Igreja sofrida e caminheira precisa de ti! Não nos abandones, não nos deixes sozinhos! Vem, Ungido de Deus, prometido aos nossos pais, anunciado pelos profetas, apontado pelo Batista, colocado sob a guarda do carpinteiro José, concebido e dado à luz pela Virgem Mãe! Vem, e a Mãe Igreja exclamará (e nosso coração exclamará  com ela):“Exulto de alegria no Senhor e minha alma regozija-se no meu Deus; ele me vestiu com vestes de salvação; adornou-me como um noivo com sua coroa ou uma noiva com suas jóias!”

Caríssimos, eis a causa da nossa alegria. Nós, os cristãos, temos direito de nos alegrar, mesmo diante das tristezas do mundo; temos o dever de manter a esperança, mesmo quando as possibilidades humanas fracassam; temos a oportunidade de continuar esperando ainda quando os nossos cálculos mostrem-se errados. Porque nossa esperança e certeza não se fundam em nós nem em nossas possibilidades, mas naquele que vem, naquele que o Pai do céu nos envia, naquele que nunca conseguiremos conhecer totalmente, o Santo Messias do Pai, Jesus, nosso Deus-Salvador!

Resta-nos, então, escutar com atenção o conselho do Apóstolo: estar sempre alegre em Cristo; com os olhos fixos nele; orar sem cessar, buscando realmente ser amigo íntimo do Senhor, dando graças em todas as circunstâncias, sabendo que ele está próximo de nós, nunca longe de nossas aflições e desafios. E mais: afastarmo-nos de toda maldade, procurando viver segundo Cristo e não segundo o mundo, santificando no Senhor nosso corpo, nossa alma e nosso espírito ou, em outras palavras, nossa dimensão física, nossa vida inteligente e nossa sede de Deus, nossa saudade de Infinito.

Caríssimos, num mundo que nos despreza porque somos cristãos, numa sociedade pagã, que nos ridiculariza e nos olha com indiferença, tenhamos esta certeza: “Quem vos chamou é fiel; ele mesmo realizará isso!” Ele nunca nos deixará!

Que a escuta da Palavra santa do Senhor e a participação no mistério do seu Corpo e do seu Sangue nos preparem não somente para as festas que se aproximam mas, sobretudo para o Dia da Vinda do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo! Amém.

"Na Igreja Católica, temos tudo o que é bom, tudo o que é motivo de segurança e consolo. " (Bento XVI)

Gravação da aula ao vivo: “PL122 – Lei da mordaça gay”

Padre Paulo Ricardo nos fala dos perigos, absurdos e abusos da PL122, mais conhecida como a “lei da mordaça gay” e da tentativa de criminalização da Palavra de Deus por parte dos movimentos gayzistas.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Dom Antonio Carlos Rossi Keller convoca católicos a pressionar o Congresso Nacional para não aprovar o PL 122.

 
* A proposta pretende punir com 2 a 5 anos de reclusão aquele que ousar proibir ou impedir a prática pública de uma “manifestação de afetividade” (ato obsceno) por homossexuais (art. 7°).
 
* Na mesma pena incorrerá a dona-de-casa que, por exemplo, dispensar a babá que cuida de suas crianças após descobrir que ela é lésbica (art. 4°).
 
* As palavras de um sacerdote que, em uma homilia, condenar o homossexualismo poderá ser enquadrada no artigo 8°, (“ação [...] constrangedora [...] de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica”).
 
* O reitor de um seminário que não admitir o ingresso de um aluno homossexual será punido, como está previsto, com pena de 3 a 5 anos de reclusão (art. 5°)

Vamos falar o português claro, já que hoje há muitos “em cima do muro”. Esta parece ser a cômoda localização mesmo de muita gente da Igreja...: às vezes é mais fácil assistir passivamente o circo pegar fogo do que empenhar-se no combate às chamas.
A questão toda pela qual nós católicos não podemos aceitar a aprovação deste projeto não se deve simplesmente ao fato de que, a partir desta aprovação, nós “não poderíamos mais falar e nem orientar nossos fiéis em relação à malícia, ao mal intrínseco configurado pela prática do homossexualismo”.
 
Se a Igreja se posicionasse contrariamente, em relação a este PL, somente por medo às perseguições, todos os seus mártires, de todos os tempos, deveriam levantar-se de seus túmulos para apontar, com os dedos desencarnados, a vergonha da covardia de uma Igreja atemorizada e, por isso, conivente. A questão fundamental não é somente esta.
 
A questão fundamental, para nós católicos, é que tal projeto de lei , assim como aconteceu com aqueles projetos que dizem respeito às propostas abortistas, ou os que introduziram no Brasil o divórcio, constitui-se na legalização de um erro, de um mal em si mesmo. A malícia de tal projeto de lei está em querer tornar legal, e portanto socialmente aceitável e justificável, aquilo que é um erro.
 
Como é possível que aceitemos que a postura pessoal de alguém, em relação à sua “opção sexual” possa conferir-lhe direitos especiais, especialmente se esta postura, segundo o que cremos e professamos, implica em desobediência à Lei de Deus? Um erro não pode implicar em acréscimo de direitos.
 
Portanto, a aprovação desta lei significaria instaurar em nosso país a “normalização” de algo que, segundo cremos, não é normal. Como católicos temos o direito de expressar nossa opinião contrária e mais do que isto, temos o direito sim de que, de forma organizada e pacífica, possamos pressionar nossos congressistas no sentido de rejeitarem definitivamente este malfado projeto de lei.
 
Hoje, dia da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, deve constituir-se em um dia marco na história deste país. É o dia de reagir, através da oração e da pressão junto aos nossos representantes no Congresso, contra este projeto de lei. Católicos: preparemo-nos para o combate!
 
As armas usadas por aqueles que pretendem aprovar tal projeto de lei, são as mais sórdidas possíveis. Uma senadora da República, do partido da atual presidente, falava de “um acordo com a CNBB”. Tal notícia foi imediatamente desmentida pelo presidente de nossa Conferência Episcopal, o Cardeal Damasceno Assis.
 
Dias terríveis estão por vir, não tenham dúvida. Dias de confusão e de sofrimento se aproximam, no horizonte sombrio de nosso país, já afogado na vergonha da corrupção espalhada como uma verdadeira praga.
 
Peçamos a intercessão da Imaculada Senhora da Conceição para que salve nosso país. Junto com nossas preces, façamos o possível para pressionar nossos representantes junto ao Congresso Nacional. Que escutem a voz daqueles que os elegeram, que exigem uma tomada de posição clara em relação a esta questão, recusando a aprovação deste iníquo projeto de lei.

Dom Antonio Carlos Rossi Keller
Bispo de Frederico Westphalen (RS)

CNBB nega acordo com Marta Suplicy

 
Nota da presidência da CNBB sôbre um possível "acôrdo" em relação ao texto substitutivo para o PL 122/2006, frente à uma proposta da senadora Marta Suplicy.

Brasília, 07 de dezembro de 2011
A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por fidelidade a Cristo e à Igreja, no firme propósito de ser instrumento da verdade, vem esclarecer que, atendendo à solicitação da senadora Marta Suplicy, a recebeu em audiência, no dia 1º de dezembro de 2011, e ouviu sua apresentação sobre o texto substitutivo para o PL 122/2006.
A presidência da CNBB não fez acordo com a senadora, conforme noticiou parte da imprensa. Na ocasião, fez observações, deu sugestões e se comprometeu com a senadora a continuar acompanhando o desenrolar da discussão sobre o projeto. Reiterou, ainda, a posição da Igreja de combater todo tipo de discriminação e manifestou, por fim, sua fraterna e permanente disposição para o diálogo e colaboração em tudo o que diz respeito ao bem da pessoa humana.
 
Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Em busca de acordo, Comissão adia votação de projeto que pune homofobia


A senadora Marta Suplicy (PT-SP) acaba de pedir o reexame do projeto de lei da Câmara (PLC) nº 122/2006 que torna crime a homofobia. Relatora do projeto, Marta vai tentar conseguir um acordo para retomar a tramitação da proposta. O presidente da Comissão de Direitos Humanos, Paulo Paim (PT-RS), disse que o reexame é previsto no Regimento do Senado.

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH) iniciou a reunião às 9h para examinar o projeto, que inclui a homofobia na Lei 7.716/89. Esta já define os crimes resultantes de preconceito de raça ou cor e os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de gênero.

Completando dez anos em tramitação no Congresso, a proposta da ex-deputada Iara Bernardi (SP) gera polêmica e é objeto de discordâncias entre lideranças e entidades ligadas aos direitos dos homossexuais. Aqueles que defendem o projeto argumentam que ele pode ajudar a combater os crimes cometidos contra homossexuais, especialmente os assassinatos. Já aqueles que são contrários argumentam que não é necessária uma lei específica para isso e temem que o PLC 122/06 cerceie as liberdades de expressão e de culto.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A Imaculada!

         
           Dentro do Advento, no 8 de dezembro, celebra-se a Concepção Imaculada de Maria, a Virgem.
            
            Trata-se de uma solenidade que calha bem neste tempo de preparação para o Natal do Senhor. Imaculada Concepção de Maria! O povo de Deus crê com todas as suas fibras que a Santa Virgem Maria, por ter sido escolhida por Deus para mãe do Cordeiro Imaculado que tira o pecado do mundo, fora, por força da paixão, morte e ressurreição do seu Filho, preservada desde o primeiro momento de sua existência humana, daquela solidariedade no pecado que envolve a nossa raça humana e a que chamamos “pecado original”.
 
Em Maria, a Virgem, não há aquela quebradura interior que todos nós experimentamos: aquele fechamento tão profundo para Deus, fechamento que aparece como desconfiança, às vezes como teimosia em fazer do nosso jeito, em descaso, falta de piedade, soberba, orgulho, e tantos outros vícios que sufocam a nossa liberdade e ferem o nosso coração. Nela não há aquele fechamento para os outros, que se manifesta em tantas e tão diversificadas formas de egoísmo: falta de compaixão, orgulho, sensualidade, frieza, ganância, maledicência, ira, ciúme, inveja... a lista é deveras extensa... Não! Na Mãe do Senhor não há sombra disso: Deus, o Pai, pelos méritos do Filho bendito, preservou-a de toda lama, de toda mácula! Da lama, Deus em Cristo nos arranca; pela lama, Deus em Cristo, sequer permitiu que a Virgem fosse tocada! Ela é aquela inimiga visceral da serpente: sem acordo, sem pacto sem trégua: ela é a Mulher do Gênesis, do Evangelho, do Apocalipse, em guerra de morte contra a antiga Serpente (cf. Gn 3,15; Jo 2,4; 19, 26; Ap 12,1.3s). Ela é aquela a quem Gabriel, chama com que com um nome novo, ao saudá-la: “Alegra-te, Cheia de Graça!” ou “Alegra-te, ó tu que tens o favor de Deus!”, ou “Alegra-te, Muito Favorecida, Agraciada!” ou “Alegra-te, tu que Foste e Permaneces Repleta da Graça Divina!” – as palavras de Gabriel podem ser traduzidas com toda esta riqueza de expressões e sentidos... afirmando a mesma realidade espantosa: na Virgem de Nazaré a graça de Deus, o favor de Deus, o amor de Deus habitou como em nenhuma criatura! – Em ti, Virgem Maria, não há o menor espaço para a “des-graça” do pecado! Deus, o Pai, pode dizer de ti: “Como és bela, minha amada, como és bela! És toda bela, minha amada, e não tens um só defeito!” (Ct 4,1.7).
           
          Desde a antigüidade, os Santos Padres e Doutores da Igreja, contemplando este mistério tão grande, chamam a Virgem de “Toda Santa”! Toda Santa, toda inundada da graça que Deus nos dá em Cristo, toda santificada pela santidade de Cristo Jesus! Por isso, a Missa da Imaculada começa com as palavras de Isaías, colocadas pela Virgem Igreja na boca da Virgem Maria: “Com grande alegria rejubilo-me no Senhor, e minha alma exultará no meu Deus, pois me revestiu de justiça e salvação, como a noiva ornada de suas jóias!” (Is 61,10).
           
         A Imaculada! Que sonho! A Virgem Santíssima é imagem viva, sonho vivo, testemunho fiel daquilo que Cristo realiza em nós, pobre e frágil humanidade: Aquele que preservou sua Mãe do pecado, do pecado miserável nos arranca; Aquele que fez de sua Mãe a Primeira Redimida, primeira a ser salva (só Jesus salva, e salvou sua Mãe de modo admirável!), salva toda a humanidade e tira o pecado do mundo!
            
            Maria, a Virgem! Maria, a Imaculada! Sonho lindo de Deus, sonho lindo do que deve ser a humanidade! A Imaculada! Quando a gente vê o mundo ferido, a humanidade angustiada, meio perdida... quando ligamos a televisão e vemos a violência dos traficantes, os descaminhos de tantos jovens, a terrível solidão no seio das famílias... quando vemos tanta feiúra: a guerra, a fome, a injustiça, as crises, a solidão, a morte... quando a gente vê tudo isso... e pensa na Imaculada (beleza, candura, pureza, paz, ternura, sorriso e encanto de Deus), então tem a certeza que esse mundo tem jeito, que Deus não esquece de nós e, de tal modo nos purifica pelo seu Filho, que seremos todos imaculados (cf. Ef 1,4).
            
           Maria, a Virgem, a Imaculada desde a concepção! Pensar em ti é tomar novo respiro e crer que Deus pode fazer em nós maravilhas: pode nos renovar, pode revigorar este mundo cansado e purificar sempre de novo nosso coração manchado... Imaculada: beleza de Deus, ternura de Deus, maravilha de Deus, sorriso de Deus, sonho lindo de Deus! Imaculada desde a conceição... doce aurora que anuncia o Dia – Jesus Cristo, nosso Deus, Aquele que celebraremos no Natal e acolheremos na Glória!
           
Imaculada! Hoje e sempre, Imaculada! Encantadoramente, Imaculada!
            Imaculada!

Votação da PLC 122 será amanhã, dia 8, dia da Imaculada Conceição.

Está novamente em discussão na Comissão de Direito Humanos e Legislação Participativa(CDH) a aprovação do projeto de lei PL122/06 que caracteriza como crime com pena de reclusão de 2 à 5 anos, se por exemplo, um casal homossexual for chamado a atenção por estar se beijando dentro do patio de uma igreja.

O PL122 se aprovada vai criminalizar a opinião divergente à homossexualidade, ninguém mais poderá discordar do comportamento homossexual. Veja bem, eu disse discordar.
O projeto já foi aprovado no plenário da câmara dos deputados através de uma votação armada, forjada durante a noite, numa cessão esvaziada.

Se o projeto de lei for aprovado na íntegra, qualquer manifestação científica, cultural, artística ou religiosa contrária às práticas homossexuais será considerada como discriminação, tornando-se passível de ações criminais. Em outras palavras, falar contra o homossexualismo vai dar cadeia e até mesmo a Bíblia será passível de revisão editorial.

Veja que o foco da PL122 não é combater a violencia contra a pessoa, mas combater a liberdade de discordar da prática homossexual. A prática homossesual será incriticável, inquestionável; resumindo, a liberdade de expressão será banida. Será o único grupo da sociedade que não poderá ser questionado ou criticado; E quem o fizer poderá ser preso.
2 a 5 anos de detenção.

A PL122 entra em votação nesta quinta-feira, dia 8 de Dezembro/11
Por isso manifeste respeitosamente aos Senadores sua opinião a respeito deste projeto de lei insano:

Lista dos emails dos senadores:

ana.rita@senadora.gov.br;
martasuplicy@senadora.gov.br;
paulopaim@senador.gov.br;
wellington.dias@senador.gov.br;
cristovam@senador.gov.br;
crivella@senador.gov.br;
simon@senador.gov.br;
eduardo.amorim@senador.gov.br;
garibaldi@senador.gov.br;
sergiopetecao@senador.gov.br;
paulodavim@senador.gov.br;
clovis.fecury@senador.gov.br
mozarildo@senador.gov.br;
gim.argello@senador.gov.br;
magnomalta@senador.gov.br;
marinorbrito@senadora.gov.br